Rumo a uma vida diária sem contas de energia
Se as motivações são econômicas, ambientais ou ambas, a autonomia energética é uma meta virtuosa que vale a pena perseguir. Como ? Passo a passo, cada um ao seu nível, com soluções que se adaptam ao contexto e às necessidades.
Os primeiros passos para a autonomia energética
Falamos de casa autónoma para um habitat que não consome outra energia que não a que produz, ou mesmo de casas positivas para aquelas que produzem mais energia do que consomem.E mesmo em uma casa padrão, você pode almejar esses objetivos! Mas antes de passar à otimização das instalações, atenção: estas soluções só fazem sentido numacasa bem isolada, que limita ao máximo as perdas energéticas. Após a decisão, o segundo passo para a autonomia energética consiste, portanto, em revisar o isolamento existente com um especialista e, se necessário, iniciar o trabalho. Além disso, todas asinstalações de eficiência energética facilitam a autonomia, pois a energia a ser produzida para alcançá-la diminui.
Aquecimento independente
O aquecimento autônomo envolve a escolha deenergia renovável disponível no local. Mas a autonomia energética também pode consistir na escolha de eletrodomésticos de baixo consumo, movidos pela autoprodução.
- Painéis solares térmicos captam a energia do sol para liberá-la na forma de calor, destinada ao aquecimento de circuitos de água.Eles não produzem eletricidade, ao contrário dos painéis fotovoltaicos. Podem aquecer sistemas hidráulicos, desde piso radiante a radiadores de água, mas também um depósito de água quente. Se forem usados apenas para água quente sanitária, são chamados de aquecedores solares de água.
- Ossistemas de aquecimento a lenha mais eficientes são os fogões e caldeiras a lenha. Numa lógica estrita de autonomia energética, seria no entanto necessário dispor de recursos lenhosos no jardim! Podem também abastecer a rede hidráulica, aquecendo como água quente, optando por fogão hidrolenha, ou caldeira.
- A bomba de calor é um dos sistemas de aquecimento menos intensivos em energia, pois consome pouca eletricidade e utiliza as calorias contidas no ar exterior para aquecer a água ou o ar interior. Pode ser reversível para produzir frio no verão. Não é autônomo, mas acoplado a uma instalação de produção de eletricidade, pode se tornar!
Produzindo sua própria energia
Quem diz autonomia energética diz produção de eletricidade, sobretudo paraautoconsumo, ou mesmo para revenda em caso de sobra. Se os investimentos são substanciais, eles são rentáveis pela economia de energia realizada, a mais ou menos longo prazo, dependendo do desempenho. Por outro lado, para alcançar a autonomia, geralmente é essencialcombinar várias fontes de produção, sendo as energias renováveis por definição intermitentes: sem vento, uma turbina eólica não produz nada!
- A energia solar é captada por painéis fotovoltaicos, na cobertura ou no solo. A quantidade de energia produzida depende da exposição e da luz solar, portanto, a solução é mais econômica em regiões ensolaradas. Muitos instaladores permitem simulações online para ter uma visão clara da rentabilidade do projeto.
- Energia eólica é ideal se a área estiver ventando o suficiente. Para pessoas físicas, falamos de aerogerador doméstico, com instalação no solo ou no telhado. No entanto, o preço continua alto e o desempenho é mais incerto do que com painéis fotovoltaicos.
- A energia hidráulica é rara, pois é necessário ter uma fonte de água que atenda a características técnicas específicas. Mas existe, até para indivíduos!
E para a água?
Alcançar a autonomia hídrica desta vez envolvecaptação de água pluvial Sem chuva não há água, então é melhor se preparar Para começar com cuidado, os coletores de água pluvial são facilmente instalados ao ar livre e podem ser usado para regar plantações ou fornecer descargas de vasos sanitários, por exemplo.
Para ir além, é possível instalar verdadeiros tanques de recuperação complementados por umsistema de tratamento de água filtradaA água da chuva pode então ser transformada em água potável. A obra é mais pesada, sendo os coletores de água da chuva enterrados, ligados ao encanamento da casa e cercados por lagoas em caso de sobra.